terça-feira, 2 de setembro de 2014

No ar: site oficial do RPG Metalpunk!

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Salve, pessoas da masmorra!

Está no ar o site oficial do RPG pós-apocalíptico nacional, o Metalpunk, onde vocês encontrarão uma grande quantidade de informações sobre o cenário da Terra Devastada, as raças e tipos de personagens que a habitam, além de contos, ilustrações, informações sobre o sistema de regras MegaDice, seção de downloads, FAQ, e, muito importante, a seção Projetos, com informações detalhadas sobre os próximos lançamentos gratuitos e passos rumo à campanha de financiamento coletivo do livro básico.

Eis o wallpaper do personagem Eleasar, disponível na seção Downloads do site.

Seção da raça megasobrevivente


Não deixem de visitar e fornecer-nos suas opiniões (contato pela seção Sobre Nós do site ;-) Eis o endereço:

http://www.metalpunkrpg.com/

Um grande abraço, metalpunks!

Fábio Gullo e Persio Sposito


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Zombicide: Como Criar um Personagem Apelão?

Seguinte:
Até a Wanda fica lerda, assim.
Estou vendo se consigo criar algum esboço de regras para criação de novos personagens em Zombicide.
O jogo deixa isso como possibilidade e creio que tem habilidades na lista que nunca foram usadas por nenhum dos oficiais (não chequei).
Os zumbis rápidos vão morrer de fome...
Agora, como o sistema NÃO TEM regras para essa criação, e deixa por conta do "bom senso" dos jogadores, tem um problema que é melhor avisar, apesar da pouca chance de alguma mesa cometer esse erro:
Se minhas contas estiverem corretas, tem um "bug" apelativo que pode deixar um personagem com até 15 zonas de movimentação.
(Quem tiver Zombicide, sobretudo o Prison Outbreak, dá uma checada nas habilidades)
Inicial até 3 movimentações +:

a) Zona AZUL:  +1 AÇÃO de movimento (vai a 4)
b) Zona AMARELA: Personagem ganha "Ação extra" (vai a 5 ações de movimento)
c) Zona LARANJA 2 ZONAS por ação de movimento (ou seja, 5 ações = 10 zonas de movimentação)
d) Zona VERMELHA: + uma ZONA por movimento: se são 5 ações de movimento, e o personagem anda 10, então com mais 5 = 15 zonas possíveis de movimentação.
...Exceto, claro, se ele tiver como comprar produtos ACME
Traduzindo em miúdos: uma mesa pode ter um jogador apelão que crie terá um sobrevivente que corre mais que um carro.





Além disso, outro problema: 
As habilidades "2 ZONAS por movimentação" e "+1 ZONA por movimentação" (não confundir com o "+1 ação de movimentação), na pr[ática, são exatamente a mesma coisa.
Gosto muito do Zombicide, mas seria legal a Guilhoutine dar uma revisada nisso..
Abraços
Brega Presley.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Aventura de A História Sem Fim


Para cinéfilos, fãs e até mesmo o público em geral não há local melhor para assistir seu filme predileto que a própria sala de cinema. Infelizmente, não temos uma sala dessas em casa e não há filme que perdure eternamente nos circuitos.

Mas algumas vezes os deuses são bondosos e fazem mais que fazer o raio do D20 dar dano crítico. Uma sessão especial em um cinema aqui do Rio de Janeiro trouxe nada mais, nada menos que o saudoso A História Sem Fim (The NeverEnding Story) para a telona.

Obviamente, não há muito o que esperar em matéria de efeitos especiais de um filme de 1984, mas o grande destaque (não de forma positiva) vai para o dragão que nem mexe a cauda quando em solo e a cópia das esfinges do oráculo trocando apenas as cores.

O melhor de A História Sem Fim, é claro, é a história. Baseada no livro “Die unendliche Geschichte” do escritor alemão Michael Ende, o conflito começa com o jovem Bastian em apuros, perseguido por alguns garotos que insistem em atormentá-lo, quando ele entra em uma livraria. Lá o proprietário mostra um antigo livro, chamado A História Sem Fim, o qual classifica como perigoso. O alerta atiça a curiosidade de Bastian, que pega o livro emprestado sem ser percebido.

Com as mãos de Bastian no livro-título, dá-se início à grande aventura que poderia ser muito bem retirada de uma sessão de RPG. E das boas. Nada falta e a semelhança é de deixar boquiaberto. A busca de Atreyu começa com o chamado, assim como a grande maioria de nossas aventuras. O mundo, aos poucos, é devorado pelo Nada e a imperatriz de Fantasia, a única pessoa capaz de salvar todos, está morrendo. Atreyu é então chamado ao palácio imperial, onde recebe o Auryn (um medalhão mágico) e a oferta de salvar o mundo ao buscar a cura.

Depois de vagar enormes distâncias sem saber ao certo onde ir, Atreyu decide procurar uma antiga anciã conhecida por saber todas as respostas. Seu trajeto o leva através de um pântano capaz de engolir todos aqueles que estão sobrecarregados de tristeza. Não prosseguirei nos conflitos pelo risco de spoilers. Embora o filme seja bem antigo, ainda há um bocado de gente que nunca o viu.

Por fim, o ponto onde quero chegar é a existência, nessa obra, de uma aula de narração de aventuras, com situações inusitadas que vão muito além do combate e exigem diversas habilidades de um personagem. Pense no desespero de um warrior ou fighter ao perceber que toda sua força e perícia de nada serve para mantê-los a salvo e que no fim, o bardo é o mais indicado para salvá-los, como seria o caso do pântano de tristezas. Isso certamente enriquece uma narrativa e deixa o grupo com diversas histórias para contar.


Vale ressaltar que não somente A História Sem Fim pode servir de inspiração, mas inúmeras outras antigas e esquecidas por muitos.


Por Benn Green (Elias Paixão)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

COMIDAS TÍPICAS NOS JOGOS DE RPG

Texto de Daniel Martins, publicado originalmente no blog "Mago Maligno".Reproduzido aqui com autorização do autor.


"Já faz um tempo que mestro seções de RPG, e tenho um contato com esses jogos de fantasia medieval; fiz várias observações até ter a ideia de escrever esse texto, fazendo uma breve análise. No presente texto, resolvi abordar a questão da alimentação nesses mundos medievais dos jogos e observei primeiramente quais as principais influências na cultura dos games. Pude observar que muita coisa é de origem Nórdica; desde o velho “Dungeons & Dragons” até jogos de computador, como o recente “Skyrim: the Elder Scrolls V”. Entre a maioria dos jogos de RPG ambientados em fantasia medieval, podemos ver que do mundo medieval temos pouco; não arrisco falar em porcentagem, mas, certamente, mais da metade do folclore é Nórdico, a outra parte se divide um pouco em Medieval e outras culturas como a Greco-Romana. Notei que a abundância em alimentos nos jogos se faz muito presente, algo que não seria a realidade dos Servos medievais, mas em se tratando de fantasia, de um jogo criado, tudo é possível. Mesmo assim procurei buscar literaturas que retratassem a época, para assim justificar essa fartura em alimento presente em alguns jogos e livros, como o próprio “Senhor dos Anéis” de Tolkien. Para começar, vamos pegar um trecho de “Beowulf”, logo no primeiro banquete descrito: