terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Aventura de A História Sem Fim


Para cinéfilos, fãs e até mesmo o público em geral não há local melhor para assistir seu filme predileto que a própria sala de cinema. Infelizmente, não temos uma sala dessas em casa e não há filme que perdure eternamente nos circuitos.

Mas algumas vezes os deuses são bondosos e fazem mais que fazer o raio do D20 dar dano crítico. Uma sessão especial em um cinema aqui do Rio de Janeiro trouxe nada mais, nada menos que o saudoso A História Sem Fim (The NeverEnding Story) para a telona.

Obviamente, não há muito o que esperar em matéria de efeitos especiais de um filme de 1984, mas o grande destaque (não de forma positiva) vai para o dragão que nem mexe a cauda quando em solo e a cópia das esfinges do oráculo trocando apenas as cores.

O melhor de A História Sem Fim, é claro, é a história. Baseada no livro “Die unendliche Geschichte” do escritor alemão Michael Ende, o conflito começa com o jovem Bastian em apuros, perseguido por alguns garotos que insistem em atormentá-lo, quando ele entra em uma livraria. Lá o proprietário mostra um antigo livro, chamado A História Sem Fim, o qual classifica como perigoso. O alerta atiça a curiosidade de Bastian, que pega o livro emprestado sem ser percebido.

Com as mãos de Bastian no livro-título, dá-se início à grande aventura que poderia ser muito bem retirada de uma sessão de RPG. E das boas. Nada falta e a semelhança é de deixar boquiaberto. A busca de Atreyu começa com o chamado, assim como a grande maioria de nossas aventuras. O mundo, aos poucos, é devorado pelo Nada e a imperatriz de Fantasia, a única pessoa capaz de salvar todos, está morrendo. Atreyu é então chamado ao palácio imperial, onde recebe o Auryn (um medalhão mágico) e a oferta de salvar o mundo ao buscar a cura.

Depois de vagar enormes distâncias sem saber ao certo onde ir, Atreyu decide procurar uma antiga anciã conhecida por saber todas as respostas. Seu trajeto o leva através de um pântano capaz de engolir todos aqueles que estão sobrecarregados de tristeza. Não prosseguirei nos conflitos pelo risco de spoilers. Embora o filme seja bem antigo, ainda há um bocado de gente que nunca o viu.

Por fim, o ponto onde quero chegar é a existência, nessa obra, de uma aula de narração de aventuras, com situações inusitadas que vão muito além do combate e exigem diversas habilidades de um personagem. Pense no desespero de um warrior ou fighter ao perceber que toda sua força e perícia de nada serve para mantê-los a salvo e que no fim, o bardo é o mais indicado para salvá-los, como seria o caso do pântano de tristezas. Isso certamente enriquece uma narrativa e deixa o grupo com diversas histórias para contar.


Vale ressaltar que não somente A História Sem Fim pode servir de inspiração, mas inúmeras outras antigas e esquecidas por muitos.


Por Benn Green (Elias Paixão)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

COMIDAS TÍPICAS NOS JOGOS DE RPG

Texto de Daniel Martins, publicado originalmente no blog "Mago Maligno".Reproduzido aqui com autorização do autor.


"Já faz um tempo que mestro seções de RPG, e tenho um contato com esses jogos de fantasia medieval; fiz várias observações até ter a ideia de escrever esse texto, fazendo uma breve análise. No presente texto, resolvi abordar a questão da alimentação nesses mundos medievais dos jogos e observei primeiramente quais as principais influências na cultura dos games. Pude observar que muita coisa é de origem Nórdica; desde o velho “Dungeons & Dragons” até jogos de computador, como o recente “Skyrim: the Elder Scrolls V”. Entre a maioria dos jogos de RPG ambientados em fantasia medieval, podemos ver que do mundo medieval temos pouco; não arrisco falar em porcentagem, mas, certamente, mais da metade do folclore é Nórdico, a outra parte se divide um pouco em Medieval e outras culturas como a Greco-Romana. Notei que a abundância em alimentos nos jogos se faz muito presente, algo que não seria a realidade dos Servos medievais, mas em se tratando de fantasia, de um jogo criado, tudo é possível. Mesmo assim procurei buscar literaturas que retratassem a época, para assim justificar essa fartura em alimento presente em alguns jogos e livros, como o próprio “Senhor dos Anéis” de Tolkien. Para começar, vamos pegar um trecho de “Beowulf”, logo no primeiro banquete descrito:

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

BANG! Jogo de cartas será lançado pela GROW-

Como fanático por faroeste que sou, tenho especial carinho pelo Bang!. 
(Para quem quiser, segue "Ecstasy of gold" para ler a noticia embalado no clássico de Morriconni).

A GROW vai lançar no brasil a caixa de BANG! por um EXCELENTE preço no módulo mais básico (pocket), e uma de luxo, por um Punhado de Reais a Mais (versão caixa, com marcadores bacaninhas). Ao que me consta, ambas serão uma ótima aquisição.

A maioria dos leitores, creio, conhece, mas cabe uma mini-resenha, aqui:

Bang! é  um jogo de cartas competitivo que brinca com a temática western, sobretudo a de western espaguete.

Nele cada jogador assume uma "personalidade", um personagem com poderes que vão desde vários tiros por rodada até maiores facilidades em cura.

Além disso são sorteadas diferentes "profissões" cada qual com seu objetivo (as nomenclaturas no jogo da grow podem variar):
Sheriff: O homem da lei que deve eliminar os homens maus.
Fora da Lei (que ganham se eliminarem o sheriff)
Vice-delegado: que ajudam a proteger o sheriff)
Renegado, que tem o objetivo de eliminar TODO MUNDO.

O jogo tem algumas expansões, que trazem novas cartas ou regras, e permitem uma dinâmica muito bacana e estratégias bem diferentes dependendo do material usado e número de jogadores.

Há cartas que permitem disparo (como as cartas de BANG! , que dão nome ao jogo), cartas de recuperação de vida (cerveja, por exemplo), cartas de "esquiva" com um chapéu furado desenhado, que evitam um tiro, e outras como cartas de barril, para tentar se proteger, cartas de armas mais potentes, cavalo, ataque de indios e dinamite, dependendo da expansão utilizada.

O jogo básico em sí já é MUITO bom com regras rapidamente explicadas.

Um sub-produto do jogo de cartas é o BANG! - The Dice Game - um jogo de dados com faces multiplas e cartas de personagens que resume bem o jogo de cartas, mas com um pouco menos de bacanice (recomendo igualmente).

Saquem as cartas e bom divertimento!

Em tempo: Tenho jogado com a molecada na oficina de RPG e Jogos e é um dos preferidos, vou ver se levo em um próximo Saia da Masmorra e no JOGA MITA de 27 de setembro.

Ps: só para dar mais um pouco de clima: "Bamos a matar, Companeros!"


Abraços

Ps: A noticia original pode ser lida na página da GROW AQUI!
Passem lá, seus abutres!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SAIA DA MASMORRA - AGOSTO/2014 - REPORT DO EVENTO

Olá amiguinhos!

No último sábado, 09.08 tivemos mais uma edição de nosso evento lúdico Saia da Masmorra, e desta vez de volta ao dia original, que é no segundo sábado do mês, e em nosso local tradicional, a Point HQ.
Tivemos um evento bem movimentado, com quatro mesas bem cheias e uma boa tarde de autógrafos com nossos autores convidados.